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Notícias

10/05/2019

Croquis urbanos: o jovem professor que ensina arquitetos a traçarem a cidade

 

Aos 20 anos, Guilherme Cesar Novak ministra oficina sobre desenho em perspectiva, um dos novos cursos da Academia Alfredo Andersen

 

Com apenas 20 anos, foi a experiência de vida e o trabalho que fez o estudante de Arquitetura e Urbanismo Guilherme Cesar Novak, aluno da PUC-PR, a lecionar — antes mesmo de se formar — desenhos urbanos para arquitetos e outros colegas que desejam olhar a cidade com mais detalhes. Foi com essa premissa que ele formatou a oficina de Croquis Urbanos, um dos cursos da Academia Alfredo Andersen, dentro do Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA).

Aos 20 anos, Guilherme Cesar Novak ensina desenho em perspectiva para arquitetos.
Aos 20 anos, Guilherme Cesar Novak ensina desenho em perspectiva para arquitetos.


"O curso é basicamente desenho de perspectiva. Trabalhamos com perspectiva cônica com técnica em grafite, aquarela ou mista", explica o jovem professor. "A intenção que eu tenho é fazer com que eles [alunos] percebam a cidade de um jeito diferente, que a enxerguem como pessoas que desenham e desenvolvam uma linguagem própria, não só a técnica. O ateliê de desenho é uma experiência diferente de sala de aula, é mais descontraído. A gente fala de arte, política, arquitetura. O desenho por si só não é o suficiente. A troca de experiências que é a parte mais legal".

O fato de se interessar mais pelas pessoas e achar que a cidade é uma consequência delas vem antes do estudo da arquitetura e da admiração por Paulo Mendes da Rocha, um dos ícones desta área: aos 15 anos, Guilherme foi trabalhar como servente de pedreiro e aprendeu muito sobre arquitetura, mesmo que o seu trabalho na época consistisse apenas em pegar tijolos, empilhar e levar para a próxima laje. "No primeiro ano da faculdade tem algumas matérias de tecnologia de construção e essa experiência me serviu muito. Mas o mais bacana foi o contato com as pessoas. Isso é fundamental".

Curitibano do Alto Boqueirão, Guilherme ajudou os pais desde pequeno: além de servente de pedreiro, também foi atendente em uma farmácia, no Sítio Cercado. Estar em uma região mais periférica, diz ele, fez com que sua percepção sobre o meio urbano fosse diferente do que ele observa no centro da cidade. "Na periferia, a cidade é mais informal, funciona de maneira espontânea. As pessoas te dão bom dia na rua, não tem nada daquela coisa de curitibano fechado", frisa.

O aluno gabriel Pelicoli, 18 anos, também é estudante de arquitetura.

 O desenho veio um pouco mais tarde, quando Guilherme começou a flertar com a ideia de cursar Arquitetura e estudou no Ateliê Casa Artes Visuais para entrar na faculdade. "Eu consegui uma bolsa e com 17 anos passei no vestibular. Foi aí que comecei a ter mais contato com o desenho", fala.

Hoje no 7º período da graduação, Guilherme deve partir para um intercâmbio em outubro na Yokohama National University, no Japão. "Dar as aulas me possibilitou pagar o passaporte e outros gastos que eu não poderia pagar. E eu vou bem em outubro, mês do meu aniversário", conta.

O curso de Croquis Urbanos acontece às segundas-feiras, das 18h30 às 21h45.

 

Serviço:

Oficina Croquis Urbanos

Academia Andersen — Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA)

Segundas-feiras, das 18h30 às 21h45 e sábados das 9h às 11h30.

Investimento: R$ 100 mensais.

Informações: (41) 3222-8262

 

Fonte: Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura (SECC).

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